Põe-te a tralhão*! Não te ponhas na alheta**!

* "Meter-se a tralhão" (dic.) é um regionalismo que significa "intrometer-se, tomar confiança, seguir afoitamente através de todos os obstáculos". ** "Pôr-se na alheta" é uma expressão coloquial que significa "fugir, escapar(-se), safar-se". Ora, como a primeira expressão combina melhor com a esperança que a Igreja coloca na situação dos nossos jovens crismados, vimos propôr-te mais uma dinâmica diocesana que dê seguimento ao ímpeto da Exortação Apostólica "Cristo vive" do Papa Francisco, de promover "percursos de fraternidade" que, alternativamente aos eventos de grupos, proporcionem um caminho de reflexão, celebração e de missão que ajude a descobrir, clarificar e concretizar a vocação pessoal à santidade (cf. CV n. 163). Assim, mesmo que o caminho de descoberta do chamaneto do Senhor e da decisão em segui-Lo pareça longo, ninguém é deitado à "má sorte" de o fazer sozinho.

Para um cristão, é inviolável a convicção de que a vida de Cristo (o que Ele disse e fez) é o alicerce de qualquer vocação cristã; e a experiência dos primeiros discípulos e dos primeiros Apóstolos (colunas da Igreja) prova-nos isso mesmo, pela força espiritual que chega até nós. Por isso, é um infortúnio quer para a comunidade da Igreja, quer para a vida de cada jovem cristão a "fuga" após o Crisma, mesmo que isso não signifique abdicar de todos os valores cristãos, embora se veja uma desistência prática.

O que para uns pode significar "entalar-se", "meter-se em apertos" ou "comprometer-se", para outros pode ser, precisamente, através de uma opção consciente e livre ao chamamento de Deus, um caminho de felicidade incomparável ao que o mundo, por si só, pode oferecer, libertando da infeliz possibilidade de regressões que não prometem a felicidade almejada. Desta forma, esta proposta procura replicar (tanto quanto é possível e ao jetio de hoje), a experiência dos discípulos de Emaús (Lc 24, 13-35), através de uma caminhada de aprox. 7 quilómetros, através de um dos trilhos acessíveis e a partir de uma dinâmica em construção, como a seguir se descreve.

1. DESTINATÁRIOS:

- Jovens rapazes e raparigas da Diocese de Viseu.
- Entre os 16 e os 25 anos de idade.
- Se possível, que já tenham celebrado o Sacramento da Confirmação ou Crisma.
- Os menores de 18 anos terão de apresentar esta declaração preenchida e assinada pelo detentor do poder paternal.

2. ETAPAS DA CAMINHADA:tralhao animated

a) [Kms 1 a 3 - ESCUTAR] Reflexão a a partir de uma leitura humana e evangélica da realidade dos jovens, do mundo e da Igreja.
b) [Kms 4 - VER] Celebração campal da Eucaristia.
c) [Kms 5 a 7 - SERVIR] Partilha ou decisão por concretizar o testemunho cristão através de um serviço concreto, dentro dos que estão à disposição nas comunidades ou a inovar a presença dos jovens na Igreja.

 

Página do Facebook3. OBSERVAÇÕES PRÁTICAS:

1. Cada "tralhão" (na verdade será um trilho ou caminhada) terá no máximo 7 quilómetros, à volta de Viseu.
2. Terá a duração de uma manhã ou uma tarde, conforme o agendamento.
3. Admitirá 8 jovens no máximo, em cada caminhada, para além dos animadores que porventura possam acompanhar.
4. Cada participante é convidado a trazer: mochila com uma bíblia, algo com que escrever, algo para comer (pequeno lanche) e água, assim como chapéu para o sol e/ou protetor solar.
5. Será disponibilizado um guião impresso para auxiliar nas etapas da caminhada.
6. Se os agendamentos não tiverem quórum suficiente, com um mínimo de 4 participantes, os que se inscreverem serão convidados a inscrever-se no "tralhão" seguinte.
7. Pormenores mais concretos serão partilhados em cada percurso.

ESCOLHE O "TRALHÃO" (formulário de inscrição em breve)

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